ERASMUS - Palestra Refugiados/Migrantes

Categoria: Projeto 2 (3ºciclo) Criado em quarta, 30 janeiro 2019, 10:30 Atualizado em sexta, 05 abril 2019, 10:41 Publicado em quarta, 30 janeiro 2019, 10:30 Escrito por Administrator

 

No dia de 10 de janeiro, os alunos de nono ano da nossa escola assistiram a uma palestra,  no âmbito do Erasmus+ subordinado ao tema dos Refugiados/migrantes.

Nesta sessão estiveram presentes a Márcia Silva, aluna da Universidade do Algarve, pertencente à Associação de Estudantes africanos dessa mesma instituição. Ela esteve acompanhada por um ex- aluno da Universidade, o Alberson Ramos. Ambos são oriundos de Cabo Verde, mas de ilhas diferentes.

Os universitários falaram sobre as suas experiências de vida e as várias dificuldades que encontraram nesta caminhada pela luta de uma vida melhor.

 Eles referiram que não foi nada fácil deixar os amigos e a família para vir estudar, sozinhos, num país diferente e desconhecido. É verdade que a língua é praticamente a mesma, mas, como disse a Márcia, “há documentos que têm nomes diferentes e o pior é que não se pode ir a casa buscar um documento que falta para a matrícula”. E, isso porque a casa fica muito longe e as viagens são muito caras. Apesar da bolsa atribuída, o dinheiro não chega para nada e, muitas vezes, têm de trabalhar para tentarem comprar algum material pedido pelos professores. Eles evidenciaram todas as dificuldades que encontraram, mas a solidão e as saudades de casa foram bem realçadas, até porque as idas a casa são raríssimas. O Alberson está cá há 5 anos e só foi uma única vez.  Ele teve de suspender os estudos, porque fundou família e teve que optar ou estudava ou comprava “as fraldas para o filhote”.

Mas, segundo eles, o que custa mais não são as dificuldades financeiras nem as horas de estudo acumuladas com as horas de trabalho num café ou num restaurante, mas sim a solidão, a falta do abraço da mãe e do pai. Há muitos momentos de desânimo, até mesmo de desespero, mas como disse a Márcia “temos de pensar que isso vai passar e que amanhã as coisas vão correr melhor”.

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